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X-Men: FĂȘnix Negra

X-Men: FĂȘnix Negra

Surge a FĂȘnix Negra!Jun. 05, 2019USA114 Min.PG-13
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Sinopse

X-Men: FĂȘnix Negra

Ambientado em 1992, Charles Xavier (James McAvoy) estå lidando com o fato dos mutantes serem considerados heróis nacionais. Com o orgulho a flor da pele, ele envia sua equipe para perigosas missÔes, mas a primeira tarefa dos X-Men no espaço gera uma explosão solar, que acende uma força malévola e faminta por poder dentro de Jean Grey (Sophie Turner).

CrĂ­tica

Seja nos quadrinhos ou no cinema, a essĂȘncia dos X-Men estĂĄ na forma como o mundo ao redor lida com a existĂȘncia dos mutantes, escancarando preconceitos arraigados a partir de uma metĂĄfora ao mundo real. Veterano da franquia, o roteirista Simon Kinberg sabe bem disso e, em sua estreia na direção, constrĂłi este novo (e derradeiro) capĂ­tulo da saga em torno um passo adiante em tal relacionamento: agora, os X-Men sĂŁo famosos. Usam uniforme chamativo, tĂȘm fĂŁs e atĂ© mesmo viraram bonecos. O presidente dos Estados Unidos os convoca quando precisa de ajuda. Tudo bem diferente daquele inĂ­cio marginal, onde Xavier e Magneto duelavam nos bastidores sobre como deveria ser a convivĂȘncia com os humanos.

Tal mudança, Ă© importante ressaltar, de certa forma Ă© fundamentada nĂŁo apenas pelo exibido nos longas anteriores, mas pelo prĂłprio momento histĂłrico. Com a atual proposta de situar cada filme em uma dĂ©cada, chega a ser natural tal postura anti-belicista em plenos anos 1990, em um mundo menos paranĂłico devido ao fim da Guerra Fria – em 1991, apenas um ano antes de quando este filme Ă© situado – e tambĂ©m por nĂŁo ter sido (ainda) afetado pelos atentados de 11 de setembro de 2001. Se X-Men: FĂȘnix Negra nĂŁo passa escancaradamente por tais questĂ”es polĂ­ticas, tal subtexto estĂĄ intrĂ­nseco ao estranhamento provocado nĂŁo apenas em MĂ­stica, mas em todo bom conhecedor dos X-Men: por mais que se saiba de antemĂŁo que tal parceria serĂĄ apenas momentĂąnea, Ă© interessante explorar tal conjuntura para entregar algo novo atĂ© entĂŁo, ainda mais em uma franquia longeva como a dos herĂłis mutantes, com 12 filmes na bagagem – e ainda o jĂĄ pronto e nunca lançado Os Novos Mutantes, Ă© sempre bom lembrar.

Pena que Kinberg explore tĂŁo pouco tal questĂŁo, em parte por sucumbir Ă s pressĂ”es existentes em torno deste novo capĂ­tulo. AcĂ©fala desde a saĂ­da de Bryan Singer, seja pelo fracasso de X-Men: Apocalipse ou mesmo pelas recentes acusaçÔes de assĂ©dio recebidas pelo diretor, a saga dos herĂłis mutantes foi entregue nĂŁo a um autor que pudesse rejuvenescĂȘ-la, como fez Matthew Vaughn em X-Men: Primeira Classe, mas a um conhecedor do universo jĂĄ estabelecido sem qualquer experiĂȘncia prĂ©via na arte de transformar palavras em imagens, ainda mais nesta escala. O resultado de tamanha inexperiĂȘncia se vĂȘ nas telas, sob variados aspectos.

O mais surpreendente deles tem a ver com o binĂŽmio maquiagem e efeitos especiais, bem aquĂ©m do habitual da franquia – especialmente em relação a MĂ­stica, ainda mais por ser o quarto filme em que a personagem Ă© interpretada por Jennifer Lawrence. Teria a equipe de produção desaprendido o que funcionava tĂŁo bem? Soma-se a isso um punhado de diĂĄlogos previsĂ­veis e a insistĂȘncia de Kinberg em explorar momentos grandiosos para esconder o desenvolvimento capenga do roteiro, em especial a dinĂąmica entre os personagens. O exemplo mais escancarado Ă© a inĂștil batalha de rua em Nova York, na qual Magneto ergue um metrĂŽ do subsolo apenas para lacrar a porta de entrada. De que adianta quando se tem um transmutador como Noturno na equipe, que vai aonde quiser? Ou mesmo perante a possibilidade de entrar ora pela janela, ora por algum buraco qualquer aberto na parede?

Kinberg nĂŁo se importa com tal incoerĂȘncia e espalha momentos do tipo por todo o longa-metragem: a disputa por um helicĂłptero e todo o confronto do ato final tambĂ©m servem como exemplos. Mas nĂŁo Ă© sĂł: hĂĄ tambĂ©m problemas no tratamento dado a certos personagens, em especial MercĂșrio e Tempestade. Se o primeiro simplesmente desaparece em todo o terceiro ato, sem qualquer justificativa plausĂ­vel a nĂŁo ser a indisponibilidade de Evan Peters durante as necessĂĄrias refilmagens, a heroĂ­na de Alexandra Shipp sofre um insĂłlito preconceito vindo de ninguĂ©m menos que o professor Xavier, diminuindo-a perante ao grupo mesmo que ele jĂĄ a tenha colocado em perigo no inicio do prĂłprio filme. Kinberg, pelo visto, nĂŁo entendeu (ainda) a importĂąncia do respeito Ă s personagens femininas em uma aventura deste porte, por mais que atĂ© tenha colocado uma boa sacada na breve discussĂŁo entre MĂ­stica e Xavier, no inĂ­cio do filme – teria sido mero hype?

X-Men: FĂȘnix Negra

Em meio a tantos equĂ­vocos estruturais, X-Men: FĂȘnix Negra ainda capenga naquelas que deveriam ser seus maiores Ă­cones: Sophie Turner e Jessica Chastain. Com uma vilĂŁ limitadĂ­ssima em mĂŁos, sem qualquer aprofundamento narrativo, Chastain entrega uma performanece empedernida que jamais provoca alguma sensação real de ameaça – culpa muito mais de como a personagem foi concebida do que propriamente da atriz. JĂĄ Sophie Turner escancara suas deficiĂȘncias em uma sucessĂŁo de caras e bocas visando demonstrar raiva e descontrole, a todo instante. Como Game of Thrones tĂŁo bem demonstrou, a intĂ©rprete de Sansa se sai (bem) melhor quando precisa usar a sutileza ao invĂ©s do exagero emocional.

Com James McAvoy e Michael Fassbender entregando sua costumeira competĂȘncia, mas sem brilho, X-Men: FĂȘnix Negra apresenta um punhado de personagens desgastados em uma aventura absolutamente genĂ©rica, onde nem mesmo a influĂȘncia de uma das sagas mais badaladas dos quadrinhos serve de alento. BurocrĂĄtica, a transformação de Jean Grey na personagem-tĂ­tulo pouco acrescenta Ă  franquia como um todo a nĂŁo ser pela jĂĄ citada ambientação inicial, na qual os X-Men – e os mutantes, de uma forma geral – estĂŁo em um momento bem diferente. Quanto a isto, vale apontar um breve instante apresentado pelo roteiro em meio a tantas batalhas gratuitas, que apontam a fragilidade em torno da palavra tolerĂąncia. Afinal de contas, seja nos quadrinhos ou no cinema, Ă© quando aponta o preconceito arraigado na sociedade que os herĂłis mutantes realmente dizem ao que vieram.

X-Men: FĂȘnix Negra
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TĂ­tulo original Dark Phoenix
IMDb Rating 5.7 159,625 votes
TMDb Rating 6 3,212 votes

Director

Elenco

James McAvoy isCharles Xavier / Professor X
Charles Xavier / Professor X
Michael Fassbender isErik Lensherr / Magneto
Erik Lensherr / Magneto
Jennifer Lawrence isRaven Darkholme / Mystique
Raven Darkholme / Mystique
Nicholas Hoult isHank McCoy / Beast
Hank McCoy / Beast
Sophie Turner isJean Grey / Dark Phoenix
Jean Grey / Dark Phoenix
Tye Sheridan isScott Summers / Cyclops
Scott Summers / Cyclops
Alexandra Shipp isOroro Munroe / Storm
Ororo Munroe / Storm
Evan Peters isPeter Maximoff / Quicksilver
Peter Maximoff / Quicksilver
Kodi Smit-McPhee isKurt Wagner / Nightcrawler
Kurt Wagner / Nightcrawler
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