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Suprema

Suprema

Dec. 25, 2018USA120 Min.PG-13
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Sinopse

Suprema

A jovem advogada Ruth Bader Ginsburg se une ao marido Marty para apresentar um caso inovador ao Tribunal de Apelações dos EUA e derrubar um século de discriminação de gênero.

Crítica

Para retratar um ícone da política norte-americana, a diretora Mimi Leder investe numa trajetória de ascensão. A diretora não se contenta em mostrar Ruth Bader Ginsburg como uma jurista importante que integra a Suprema Corte de seu país: ela precisa lembrar que a personagem sofreu as piores condições, atravessou adversidades até conseguir a maior das conquistas jurídicas e pessoais. Ou seja, Suprema é um filme que acentua as dificuldades e reforça as vitórias, de modo a explicitar o abismo entre ambos. Ginsburg não se torna uma figura com a qual todos poderiam se identificar: ela é descrita por sua excepcionalidade.

 

Felicity Jones cumpre com desenvoltura o papel de “mulher íntegra confrontada a doenças na família”, que tem desempenhado em diversas produções (A Teoria de Tudo, Sete Minutos Depois da Meia-Noite). O roteiro critica o fato de ser baixinha, teimosa, insegura, sem experiência em tribunais apesar do amplo conhecimento jurídico. Ela sofre com o grave câncer do marido (Armie Hammer), mas assim que este se recupera, o filme não considera importante noticiar o fato – afinal, ele não produz nenhum impacto significativo no arco de Ruth. O principal obstáculo em seu caminho, no entanto, é o machismo, sublinhado da primeira à última cena.

O drama carrega intenções nobres. Leder pretende relembrar que as mulheres lutaram – e ainda lutam – para conseguir as mesmas oportunidades dos homens no mercado de trabalho, dentro de casa, e na sociedade de modo geral. Ruth Bader Ginsburg se tornou símbolo da luta pela igualdade de gêneros ao processar o Estado norte-americano por suas leis discriminatórias, e o filme faz questão de usá-la como alvo de todos os preconceitos possíveis: sua persistência ocorre apesar de uma dezena de homens tentarem enviá-la de volta ao lar, de preferência à cozinha. O filme faz questão de lembrar que nem todos os homens constituem vilões asquerosos – vide a benevolência do marido – mas ainda reduz a importante personagem histórica à posição de vítima.

 

Suprema pode ser questionado pelo olhar descritivo: basicamente, o projeto se limita a detectar o machismo e condená-lo. A trajetória da jurista é apresentada como um caso de superação do machismo, no qual todos terminam felizes e os Estados Unidos se mostram mais abertos às diferenças sociais. Leder e os produtores são incapazes de analisar este caso como a exceção que confirma a regra: apesar de tantas mulheres obstinadas como Ruth, apenas uma delas conquistou um feito de tamanha proporção dentro da administração do país. O discurso não se insere numa sociedade mais ampla, tampouco questiona as raízes da desigualdade. Ele prefere vender um conto de otimismo, uma fábula moral, privilegiando ensinamentos de valor a elementos de reflexão.

Suprema

Esteticamente, Leder aposta em alguns dos recursos mais óbvios para ilustrar a adversidade: a mulher de vestido caminhando num mar de homens de terno; música edificante em 80% das cenas; uma montagem elíptica em estilo Rocky, um Lutador quando ela se prepara para o tribunal; o clímax reservado à arguição em defesa da igualdade de gêneros. Chega a ser cômica a maneira como Ruth evolui de uma garota atrapalhada (ela deixa os papéis caírem, gagueja, bate o braço no microfone) a uma máquina de eloquência e persuasão na reta final do discurso. “Yes, we can!” parece dizer alegremente a cineasta em sua demonstração, sem no entanto explicar de que maneira as mulheres poderiam seguir o exemplo tão raro de Ruth Bader Ginsburg. Mesmo assim, Leder conquista o objetivo de transformar o caso pouco atraente sobre direito fiscal num feel good movie familiar, de vocação inspiradora.

Suprema
Suprema
Suprema
Suprema
Suprema
Suprema
Suprema
Título original On the Basis of Sex
IMDb Rating 7.1 29,152 votes
TMDb Rating 7.4 480 votes

Director

Mimi Leder
Director

Elenco

Felicity Jones isRuth Bader Ginsburg
Ruth Bader Ginsburg
Armie Hammer isMartin D. Ginsburg
Martin D. Ginsburg
Sam Waterston isErwin Griswold
Erwin Griswold
Kathy Bates isDorothy Kenyon
Dorothy Kenyon
Cailee Spaeny isJane C. Ginsburg
Jane C. Ginsburg
Callum Shoniker isJames Steven Ginsburg
James Steven Ginsburg
Jack Reynor isJames H. Bozarth
James H. Bozarth
Stephen Root isProfessor Brown
Professor Brown
Ronald Guttman isProfessor Gerald Gunther
Professor Gerald Gunther
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