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Privacidade Violada

Privacidade Violada

Nov. 16, 2018Italy97 Min.R
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Sinopse

Privacidade Violada

Desesperados para reacender a faísca em seu relacionamento, Bryan (Aaron Paul) e Cassie (Emily Ratajkowski) alugam uma bela e romântica villa no interior da Itália usando um site de compartilhamento de casa chamado “Welcome Home”. Logo depois de se instalar, Cassie se torna amiga de Federico (Riccardo Scamarcio), o simpático e bonito estranho que mora na mesma rua. Bryan é imediatamente ameaçado pela boa aparência e charme de Federico, e Cassie fica chateada com o ciúme de Bryan. Federico usa esse ciúme para manipular o casal e criar tensão entre os dois. Logo Bryan e Cassie se vêem presos em um voyeurístico jogo de gato e rato.

Crítica

Um casal aluga uma casa no interior da Itália com o intuito de melhorar o relacionamento. No entanto, ao longo da estadia no local, eles são surpreendidos pelas intenções sombrias do proprietário.

Triste perceber que depois de Breaking Bad, Aaron Paul não emplacou nada e esse provavelmente é mais um exemplo disso. Filme bem underground de terror, clichê de “home invasion” e de produção de baixíssimo orçamento. Entretanto, mesmo com sua qualidade questionável, com diversos elementos falhos e ilógicos no roteiro, temos material suficiente para aproveitar um petisco de 30% do talento do ator. Um thriller psicológico até bem excetuado dentro de sua baixa pretensão de pincelar discursões interessantes sobre crise de relacionamentos e os perigos obscuros da internet, mais precisamente: os stalkers.

A linha de tensão é partida daí, um stalker encontra um casal em desentendimento como vítimas de suas práticas voyeuristas. Novamente seguindo à risca do clichê da mudança temporária de casa, para tentar reabilitar o relacionamento e de preferência em uma residência isolada, nesse caso no interior italiano. A partir da chegada do casal, não demora muito para o clima de paranoia ser e sem muito mistério, já parte para um jogo de manipulação entre observador e eles. O sociopata vai desafiar a sanidade de cada um, questionando ainda mais a relação à medida que suas ações os influencia e nessa estrutura que o roteiro pretende cozinhar seu suspense.

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Essa perspectiva dos olhares do inimigo poderia facilmente cair na armadilha de fazer o público não comprar as atitudes irracionais dos personagens, contudo as linhas de texto são bem escritas o suficiente para saber a hora de encaixar cada situação de forma orgânica, além de saber dosar bem o “disconfiometro” dos personagens. Há até um certo controle de tensão constante devido a essa dosagem de informações, sempre intrigando o público no próximo passo do inimigo. Suas motivações não claras amplificam o suspense pelo desconforto das situações propostas e o ator Riccardo Scamarcio transforma os trejeitos clichês do personagem em algo menos cafona para nunca perder essa linha.

O diretor tem boa parte de influência nisso, ele conduz bem o elenco, conseguindo até um equilíbrio de Emily Ratajkowski, claramente limitada em termos de atuação e uma liberdade contida para Aaron Paul dar mais vivacidade ao desconforto da situação. Há momentos isolados de muita inspiração nesse sentido, mas falta coragem para ir além nesse desconforto, parece tudo guardado para um inevitável clímax. Embora, este seja bem satisfatório e resguardando até uma boa surpresa na última cena para com a mensagem principal do filme, no geral ele se mostra bem tímido para o potencial estabelecido pelo resto. Revelando inconsequentemente um caráter bem irregular no tom da narrativa, parece que ele desisti em cada linha dramática que tenta estabelecer.

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Os desdobramentos não saem muito do esperado, diferente do que a construção sugeria, não que ela fosse subversiva, mas ela tinha um caráter aleatório. Talvez a escolha errada tenha sido mostrar demais as motivações, por mais que elas fossem necessárias para o que o filme tinha a dizer, elas ganham linhas muito previsíveis e obvias. Por outro lado, o texto levar essas explicações para o humor negro o que até amplificar o caráter de estranheza do vilão, mas faltou isso ser assumido mais cedo, acaba por parecer uma solução involuntária cômica, dentro da seriedade na qual o filme se leva em boa parte do tempo. Acaba que por melhorar o ritmo estafante dos atos anteriores, para o telespectador mais impaciente, não deixa de ser o ponto mais alto do filme.

Para os fãs de terror underground, “Welcome Home” é uma diversão media inconsistente dentro de méritos bem limitados, tanto em narrativa, como em temática, mas dentro do potencial para mais, entrega sua mensagem de forma minimamente bem passada e um suspense honesto, um “Domingo Maior” ou filme isolado e aleatório de suspense nos confins das locadoras. Enquanto dura não incomoda, não impressiona, mas vale uma conferida casual, principalmente para quem gosta do estilo e sente falta de Aaron Paul atuando.

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Título original Welcome Home
IMDb Rating 5.2 6,139 votes
TMDb Rating 5.2 177 votes
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