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O Menino Que Queria Ser Rei

O Menino Que Queria Ser Rei

O mal leva uma lição.Jan. 16, 2019UK120 Min.PG
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Sinopse

O Menino Que Queria Ser Rei

Alex (Louis Serkis) é um garoto que enfrenta problemas no colégio, por sempre defender o amigo Bedders (Dean Chaumoo) dos valentões Lance (Tom Taylor) e Kaye (Rhianna Dorris). Um dia, ao fugir da dupla, ele se esconde em um canteiro de obras abandonado. Lá encontra uma espada encravada em uma pedra, da qual retira com grande facilidade. O que Alex não sabia era que a espada era a lendária Excalibur e que, como seu novo portador, precisa agora enfrentar a meia-irmã do rei Arthur, Morgana (Rebecca Ferguson), que está prestes a retomar seu poder. Para tanto, ele conta com a ajuda do mago Merlin (Angus Imrie), transformado em uma versão bem mais jovem.

Crítica

Lenda ou realidade, a história do rei Arthur e os cavaleiros da Távola Redonda cruzou os séculos como exemplo de lealdade e boa governança. Não por acaso, rendeu um sem número de adaptações para o cinema, seja retratando o conto de forma literal, trazendo pessoas do mundo contemporâneo à época retratada ou mesmo buscando reflexos de seus ideais. É neste último item que se enquadra este O Menino que Queria Ser Rei, a partir de uma hábil realocação proposta pelo diretor e roteirista Joe Cornish: como seria se o mundo atual se visse diante das propostas de Arthur e sua trupe?

Para tanto, Cornish ressalta o peso do trinômio guerra, depressão e medo à crise contemporânea, transposta ao universo infantil a partir do temível bullying. É ao enfrentá-lo que desponta o jovem Alexander William, defensor do amigo Beggers quando este é perseguido por dois garotos maiores da escola. Corajoso e leal, ele encara os desafios da idade e, ao se refugiar em um canteiro de obras, encontra uma certa espada encravada na pedra. O resto da história, se você conhece a lenda de Excalibur, é fácil deduzir.

O terço inicial de O Menino que Queria Ser Rei é bastante interessante por este rearranjo dos ideais da Távola Redonda ao mundo contemporâneo, sem deixar de lado a desconfiança perante a nobreza de tais atos. Em meio ao cinismo que nos ronda, como acreditar e convencer os demais sobre a necessidade de mudanças comportamentais? Uma pergunta que até é respondida parcialmente, dentro do universo estabelecido que claramente privilegia as crianças em detrimento aos adultos, meros coadjuvantes de terceiro escalão. Afinal de contas, é claro, esta é também uma aventura de fantasia.

É neste aspecto que o longa-metragem derrapa, por diferentes fatores. Um deles é a necessidade da jornada juvenil de aprendizado, que resulta em sequências alongadas e um tanto quanto incoerentes, especialmente na relação de Alex com a mãe. A presença do jovem Merlim, interpretado pelo histriônico e irritante Angus Imrie, a todo instante desvia o foco da essência desta história, de forma a trazer um suposto tom cômico que jamais funciona – muito devido ao próprio exagero no gestual e na postura do personagem, como fica escancarado toda vez que Patrick Stewart assume seu posto. Soma-se a isto o cansativo e interminável terço final, onde a batalha campal ganha ares supostamente épicos mas, ao mesmo tempo, soa incoerente e burocrática. Mera ação desenfreada para esconder os problemas de lógica no roteiro.

 

O Menino Que Queria Ser Rei

Intencionalmente ingênuo, O Menino que Queria Ser Rei tenta compensar tais problemas com o bom desempenho de seu elenco infantil, em especial o protagonista Louis Serkis e o fiel amigo Dean Chaumoo, e ainda efeitos especiais convincentes e bem resolvidos dentro do que a história exige, com exceção do exagerado desfecho onde o filme segue a cartilha habitual do quanto mais, melhor. Sobre o restante do elenco, vale destacar o absoluto desperdício de Rebecca Ferguson, relegada a um papel estereotipado onde mal se vê seu rosto, e ainda a inutilidade da personagem Kaye, de Rhianna Dorris: nada se sabe sobre suas intenções nem função na trama, o que a torna mero adereço em cena.

Bem intencionado e mal desenvolvido, O Menino que Queria Ser Rei torna-se uma decepção pelo que poderia ter sido, especialmente diante da hábil sacada inicial de seu criador. Ainda assim, é bem provável que no futuro se torne presença constante na Sessão da Tarde, pelos ideais que defende junto aos menores.

O Menino Que Queria Ser Rei
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O Menino Que Queria Ser Rei
Título original The Kid Who Would Be King
IMDb Rating 6.0 14,791 votes
TMDb Rating 6 391 votes

Director

Joe Cornish
Director

Elenco

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