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Em Defesa de Cristo

Em Defesa de Cristo

Apr. 07, 2017USA112 Min.PG
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Sinopse

Em Defesa de Cristo

Lee Strobel, um jornalista conservador e linha dura, vivendo os melhores dias de sua carreira: uma premiada reportagem acaba de lhe render uma promoção para editor jurídico no jornal Chicago Tribune. Mas, seu casamento não ia muito bem. Sua esposa, Leslie, se converte à fé cristã indo contra tudo que Lee pensa, como um ateu convicto, a respeito da religião. Utilizando sua vasta experiência com as leis e em jornalismo, Lee começa uma jornada para rebater os argumentos do Cristianismo para poder salvar seu casamento. Investigando a maior história de sua carreira, Lee se vê cara a cara com fatos inesperados que podem mudar tudo que ele acredita ser verdade.

Crítica

Primeiro, um alívio: depois de tantos filmes religiosos com aspectos técnicos deficientes e desenvolvimento narrativo precário, é bem-vinda a chegada de um drama cristão com mínimo refinamento em direção e atuação. Existe evidente tentativa de explorar a linguagem cinematográfica para além das bases do telefilme. Segundo, um aviso: esta resenha é escrita por um crítico ateu. Sabendo que não existe crítica imparcial ou objetiva, é importante reconhecer que este fator influencia a visão do escritor sobre o mundo, a arte, o cinema e, por extensão, também este filme. 


Em Defesa de Cristo se abre e se conclui como uma obra de propaganda. Existe o mérito da sinceridade neste processo, mas também a limitação de debater os dois lados da crença (teísmo versus ateísmo) sem real interesse em compreender a parte adversa. Um vídeo com o verdadeiro Lee Strobel, jornalista que deu origem à história, pede aos espectadores que “convidem amigos, vizinhos” para a sessão, transformando-se em “missionários da mídia”. O videoclipe da canção-tema, entoado por Aline Barros, é espremido entre os créditos para reforçar a mensagem sobre a importância de acreditar em Deus.

Ao invés de defender os valores cristãos, o projeto tem como principal objetivo desconstruir o ateísmo a partir da figura do jornalista cético que, confrontado às supostas evidências da existência de Deus, se transformou em pastor evangélico. Portanto, a discussão é menos bíblica do que científica: Strobel consultou historiadores, médicos, psicológicos e outros estudiosos sobre a possibilidade da ressurreição, premissa fundamental do cristianismo. Cada um discute sobre sua respectiva área: uma psicóloga explica fenômenos de psicose em massa, o médico discorre a respeito do “estresse nos músculos peitorais” de Jesus crucificado.

 

Em termos científicos, entretanto, o projeto possui falhas evidentes. As personagens religiosas sugerem que não é preciso comprovar a ressurreição em si, apenas que Cristo foi morto na cruz, e depois visto em vida. Ora, esse atalho lógico funciona como confissão de que, biologicamente, a ressurreição é impossível. Além disso, embora os indícios do falecimento de Cristo na cruz sejam fortes, a comprovação da vida pós-morte é muito mais questionável: centenas de pessoas teriam visto Cristo vivo, mas não existe nenhuma prova fatual disso. Uma psicóloga defende que seriam impossíveis tantas pessoas terem visto a mesma coisa no século I. Por quê?

Em Defesa de Cristo

Talvez ciente de sua fraca tese científica, Em Defesa de Cristo passa a defender a importância de religião como sinônimo de amor, além dos benefícios que a crença pode trazer a uma pessoa. Nesse aspecto, o filme se sai muito melhor: quando a esposa de Lee, Leslie (Erika Christensen) passa a frequentar os cultos, o roteiro demonstra como as palavras religiosas podem servir de reconforto, sejam elas comprovadas cientificamente ou não. “A fé é a prova de coisas que não podemos ver”, ela afirma, lembrando que a religião possui seu funcionamento próprio, uma sustentação retórica autossuficiente, esbarrando em problemas sempre que deseja se demonstrar científica – caso dos “milagres” como aparições da Virgem Maria, por exemplo.

 

Em determinadas cenas, o ateu convicto Lee é visto como uma figura arrogante, contrária à benevolência da esposa. No entanto, de modo geral, o diretor Jon Gunn e o ator Mike Vogel conseguem demonstrar respeito pela figura de pensamento contrário ao do filme. Lee não comprova a existência da ressurreição, mas também não comprova que ela não existiu. Ele perde a batalha por desistência, parando de enxergar o mundo pelo prisma das evidências. Enquanto isso, numa subtrama paralela, o jornalista comete erros numa investigação, servindo para sugerir que provas podem “cegar” os homens. Ironicamente, o filme que se pretende científico termina por dizer que a ciência nem é tão importante assim, mais vale ter amor, ter o sentimento de estar fazendo a coisa certa. Isso poderia representar uma derrota, porém Em Defesa de Cristo ostenta sua conclusão como uma vitória. Para Lee, pelo menos, certamente o foi.

Em Defesa de Cristo
Em Defesa de Cristo
Em Defesa de Cristo
Em Defesa de Cristo
Em Defesa de Cristo
Em Defesa de Cristo
Em Defesa de Cristo
Em Defesa de Cristo
Em Defesa de Cristo
Em Defesa de Cristo
Título original The Case for Christ
IMDb Rating 6.3 7,930 votes
TMDb Rating 6.6 143 votes

Director

Jon Gunn
Director

Elenco

Mike Vogel isLee Strobel
Lee Strobel
Erika Christensen isLeslie Strobel
Leslie Strobel
Faye Dunaway isDr. Roberta Waters
Dr. Roberta Waters
Robert Forster isWalter Strobel
Walter Strobel
Frankie Faison isJoe Dubois
Joe Dubois
Mike Pniewski isKenny London
Kenny London
Tom Nowicki isDr. Alexander Metherell
Dr. Alexander Metherell
Michael H. Cole isDr. Gary Habermas
Dr. Gary Habermas
Rus Blackwell isDr. William Craig
Dr. William Craig
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