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Culpa

Culpa

Jun. 14, 2018Denmark88 Min.R
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Sinopse

Culpa

O policial Asger Holm (Jakob Cedergren) est√° acostumado a trabalhar nas ruas de Copenhaguem, mas devido a um conflito √©tico no trabalho, √© confinado √† mesa de emerg√™ncias. Encarregado de receber liga√ß√Ķes e transmitir √†s delegacias respons√°veis, ele √© surpreendido pela chamada de uma mulher desesperada, tentando comunicar o seu sequestro sem chamar a aten√ß√£o do sequestrador. Infelizmente, ela precisa desligar antes de ser descoberta, de modo que Asger disp√Ķe de poucas informa√ß√Ķes para encontr√°-la. Come√ßa a corrida contra o rel√≥gio para descobrir onde ela est√°, para mobilizar os policiais mais pr√≥ximos e salvar a v√≠tima antes que uma trag√©dia aconte√ßa.

Crítica

A jovem Iben é sequestrada pelo ex-marido Michael, que tem antecedentes criminais e luta pela guarda das crianças. Ameaçando-a com uma arma, ele a coloca dentro de um carro e começa a dirigir pela autoestrada, sem um destino preciso. Os filhos pequenos ficam em casa sozinhos. A tensa história poderia se encaixar num suspense clássico, se não fosse por um fator essencial: o espectador não vê Iben, Michael, nem a pequena filha Mathilde. Não sabemos que aparência têm, onde se encontram, para onde vão. Isso porque eles se limitam a vozes ao telefone, escutadas por Asger (Jakob Cedergren), policial e atendente do setor de emergência.

Esta é ao mesmo tempo a história de Iben e de Asger Рuma ocupando o som, e o outro, a imagem. O policial adoraria sair para a rua, pegar um carro e partir em busca da mulher sequestrada, mas ordens dos superiores o impedem de fazê-lo. Portanto, o suspense dirigido por Gustav Möller se constrói sobre uma curiosa omissão: o protagonista precisa resolver o caso sem sair da delegacia. Ele tenta ligar para outros policiais, para a vítima, para o criminoso, para a filha, para seus contatos pessoais. O nosso herói não é um homem de ação, como de costume nos códigos hollywoodianos, e sim um sujeito de estratégia. Enquanto o som sugere uma aventura tensa, a imagem representa a imobilidade.

Culpa¬†poderia soar repetitivo, ou tedioso, por mostrar um espa√ßo e um personagem √ļnicos. Felizmente, o cineasta √© astucioso o bastante para criar um elegante ambiente em¬†scope, utilizando sabiamente a montagem para explorar diversos √Ęngulos, luzes e ritmos. √Ä medida que a investiga√ß√£o avan√ßa, Asger √© colocado em ambientes literalmente mais escuros e apertados, como se a asfixia da mulher sequestrada se transmitisse ao policial. A dire√ß√£o de som sabe usar muit√≠ssimo bem os sil√™ncios, al√©m dos di√°logos marcados pelas repeti√ß√Ķes e incertezas da linguagem oral. Mesmo os ru√≠dos de carros, pneus, setas e para-brisas comp√Ķem uma trilha sonora ritmada e empolgante.

 

Um dos aspectos mais interessantes do filme √© sua capacidade de sugerir imagens sem precisar mostr√°-las. O andamento do caso possui tantas reviravoltas e detalhes – f√≠sicos ou psicol√≥gicos – que o espectador disp√Ķe de elementos suficientes para imaginar sua pr√≥pria Iben, sua vers√£o de Michael, o interior do carro, a casa do sequestrador invadida pelos policiais. Ao contr√°rio dos¬†blockbusters¬†que colocam seu p√ļblico em posi√ß√£o passiva, como receptores de est√≠mulos, este projeto solicita nossa aten√ß√£o para cada nova pe√ßa do amplo quebra-cabe√ßa. Retornamos ao cinema como¬†storytelling, e n√£o como espet√°culo: os personagens contam a hist√≥ria ao mesmo tempo a Asger e ao espectador, que tentam juntos desvendar o crime em tempo real.

Culpa

Culpa não difere tanto das histórias contadas por pais aos filhos antes de dormir, ou às histórias de terror compartilhadas entre adolescentes ao redor de uma fogueira. Em todos estes casos, cabe ao interlocutor preencher as imagens com sua bagagem e experiência pessoais, personalizando a narrativa de modo a tornar a identificação mais forte. Em determinados momentos, a narrativa ameaça transformar Asger no sujeito bondoso e corajoso demais, apenas para segurar as rédeas e preservar o estilo preciso, contido, desenhando discretamente um paralelismo entre o policial e a vítima, ambos corroídos pelo sentimento de culpa citado no título.

 

Como Jakob Cedergren √© filmado apenas pelo rosto e torso, o ator trabalha muito na variedade das express√Ķes, nos gestos com as m√£os tensas, de modo a transmitir o universo particular deste personagem. Ao fim, o projeto soa como uma ousadia e um exerc√≠cio de linguagem, como se algu√©m tivesse lan√ßado um desafio a M√∂ller: voc√™ conseguiria elaborar uma hist√≥ria angustiante e √°gil filmando apenas o rosto de um homem sentado √† mesa de um escrit√≥rio? Desafio cumprido com sobra, atrav√©s do uso incrivelmente esperto da linguagem cinematogr√°fica. O espectador raras vezes acompanhar√° com tamanho interesse a jornada de personagens que sequer aparecem nas imagens

Culpa
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Culpa
Título original Den skyldige
IMDb Rating 7.5 45,660 votes
TMDb Rating 7.3 652 votes

Director

Nikolaj Tarp
Director

Elenco

Jakob Cedergren isAsger Holm
Asger Holm
Jessica Dinnage isIben (voice)
Iben (voice)
Omar Shargawi isRashid (voice)
Rashid (voice)
Johan Olsen isMichael (voice)
Michael (voice)
Katinka Evers-Jahnsen isMathilde (voice)
Mathilde (voice)
Jeanette Lindbæk isNorth Zealand Shift Chief (voice)
North Zealand Shift Chief (voice)
Simon Bennebjerg isJunkie (voice)
Junkie (voice)
Laura Bro isJournalist (voice)
Journalist (voice)
Morten Suurballe isMan at Skælbækgade Street (voice)
Man at Skælbækgade Street (voice)
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